Sugar Daddy e Sugar Baby: o que os papéis deixam em aberto

Os papéis de Sugar Daddy, Sugar Mama, Sugar Baby e Sugar Boy não explicam todas as expectativas de um encontro. Mesmo quando reconheces a designação, vale a pena perguntar o que a pessoa quer dizer com atenção, iniciativa e generosidade.
A conversa com a pessoa que estás a conhecer parece correr bem. Os nomes dos papéis são familiares e ambos dizem que apreciam atenção. Depois surge um pequeno desacordo: a pessoa escolheu um programa sem te perguntar, porque achou que tomar a iniciativa era uma forma de cuidar de ti. Tu esperavas participar na escolha. A palavra parecia partilhada, mas o gesto que cada um imaginou era diferente. É esse desencontro concreto que precisam de esclarecer.
O nome do papel não conta a história toda
No Sugarfar, Sugar Daddy e Sugar Mama designam os papéis de quem oferece; Sugar Baby e Sugar Boy, os de quem recebe. A designação permite reconhecer o papel, mas não funciona como uma descrição completa da pessoa. Não conta de que gosta, como prefere organizar um encontro ou o que entende por uma relação próxima.
Antes de tirares conclusões, distingue aquilo que leste daquilo que acrescentaste. Talvez um perfil diga «Gosto de tomar a iniciativa». A partir daí, podes imaginar alguém que prepara todo o programa. Outra pessoa pode estar apenas a dizer que não se importa de fazer o primeiro convite. A frase oferece uma pista, não uma explicação de todas as escolhas seguintes.
A reflexão inicial sobre sugar dating em Portugal ajuda-te a escolher o tipo de contacto que procuras. Aqui, o passo é outro: perceber se o sentido que atribuíste ao papel coincide com o que esta pessoa deseja. Não precisas de apagar as tuas preferências para fazer essa pergunta.
Sugar Daddy e Sugar Mama: pergunta pelo que a pessoa procura
Se alguém se apresenta como Sugar Daddy ou Sugar Mama, não partas do princípio de que quer decidir sempre o programa. A pessoa pode gostar de fazer convites e também querer ouvir ideias. Pode apreciar uma ocasião preparada com cuidado e preferir uma escolha simples noutra altura. Descobre o que lhe dá prazer, em vez de atribuíres uma maneira fixa de agir ao nome.
Podes perguntar:
«Quando dizes que gostas de tomar a iniciativa, estás a pensar em escolher o programa ou em fazer uma sugestão para decidirmos juntos?»
A resposta pode revelar uma preferência que ainda não conhecias. «Gosto de sugerir um lugar, mas quero saber se te agrada» deixa espaço para uma escolha conjunta. Se ouvires «Prefiro tratar de tudo sem falar antes», podes explicar o que isso significa para ti: talvez gostes de surpresas, mas queiras saber o tipo de programa antes de aceitar.
Também podes ser tu a tomar a iniciativa. Nesse caso, dizer «Pensei nisto porque me pareceu que te podia agradar» permite que a pessoa confirme ou corrija a ideia. O cuidado não está em adivinhar sempre. Está também na disposição para ouvir o que a outra pessoa realmente quer.
Sugar Baby e Sugar Boy: há espaço para escolhas próprias
Se te apresentas como Sugar Baby ou Sugar Boy, podes ter desejos sobre o encontro que merecem ser ditos. Gostar de receber atenção não significa querer que todas as decisões sejam tomadas por outra pessoa. Também não te obriga a aceitar um programa apenas porque foi preparado para ti.
Volta ao exemplo da iniciativa. Imagina que preferias escolher o lugar em conjunto. Podes reconhecer a intenção e, ao mesmo tempo, esclarecer a tua vontade:
«Percebo que quiseste preparar uma surpresa. Para mim, faz diferença saber o que vamos fazer e participar na escolha.»
A frase não exige que a pessoa deixe de ter ideias. Explica como pode partilhá-las contigo. Se te agrada a sugestão, podes dizê-lo; se não te agrada, o cuidado investido na preparação não tem de substituir a tua decisão.
Também há espaço para propores algo. Se estás a pensar num café no Porto que te parece agradável para um encontro, podes sugerir o tipo de lugar sem esperar que a iniciativa venha sempre do outro lado. O nome do papel não precisa de transformar a tua participação numa espera constante.
Quando ambos usam a mesma palavra com sentidos diferentes
A palavra «atenção» pode voltar à conversa depois desse primeiro esclarecimento. Uma pessoa pensa em escolher um programa com cuidado. A outra pensa em ser ouvida antes de o programa ficar decidido. Em vez de procurarem quem usou a palavra corretamente, descrevam o que teria sido agradável para cada um naquela situação.
Poderias dizer: «Quando falaste em atenção, imaginei que íamos conversar sobre o lugar. O que tinhas em mente?» A pergunta ajuda a perceber onde as duas interpretações diferem. Pode revelar uma diferença pequena, que conseguem acomodar, ou uma preferência mais importante, que nenhum dos dois quer alterar.
Repara também em palavras que parecem claras à primeira vista. «Espontâneo» pode significar aceitar mudar de programa quando surge uma boa ideia. Não significa necessariamente gostar de sair sem qualquer indicação do destino. «Próximo» pode dizer respeito à qualidade da conversa, sem definir uma presença constante na vida da outra pessoa.
Nos acordos sobre expectativas e limites, o cuidado passa por esclarecer aquilo a que disseste sim. Nesta conversa sobre papéis, começa por perceber o que as palavras queriam dizer antes de serem tratadas como um acordo.
Distingue generosidade de uma expectativa escondida
Um gesto pode ser generoso sem trazer consigo uma decisão sobre o que acontecerá depois. Se alguém prepara um convite ou envia um presente, vale a pena perceber se está a expressar uma vontade ou a contar com algo que nunca chegou a combinar contigo.
No Sugarfar, receber um presente não cria uma obrigação de responder, de ir a um encontro, de ter intimidade ou de dar acesso a um álbum privado. Essa regra não depende do nome do papel. A leitura sobre os presentes e as SugarCoins desenvolve a escolha do gesto; aqui, importa não deixar que ele substitua uma conversa.
Pensa numa frase como «Fiz isto por ti, por isso achei que aceitavas o meu plano». O gesto está a ser usado para justificar uma expectativa. Podes responder: «Reconheço a atenção, mas não combinei esse encontro. Quero decidir se me apetece.» Não precisas de desvalorizar o gesto para manter a tua escolha.
Se és tu quem oferece, pergunta-te o que estás a esperar. Gostarias de fazer o mesmo gesto sabendo que a pessoa pode não querer aquele encontro? Se descobrires uma expectativa, não a escondas no presente. Volta ao convite e deixa espaço para uma resposta que possa ser diferente da que desejavas.
Leva as perguntas para uma conversa concreta
Não precisas de reunir todas as dúvidas numa entrevista sobre a relação. Escolhe o ponto que já está a afetar uma decisão. No caso do programa preparado sem consulta, a pergunta pode ser apenas como gostariam de escolher o próximo encontro.
Uma troca possível seria:
«Eu gosto de sugerir o programa, mas não quero que sintas que já tens de aceitar.»
«Agrada-me receber sugestões. Prefiro que confirmemos a ideia antes de a tratarmos como combinada.»
O que muda no próximo convite é simples: em vez de apresentar um programa como decidido, a pessoa pergunta se te agrada. Se, pelo contrário, cada pessoa continuar a descrever um formato que a outra não deseja, essa informação também é útil.
Há temas que precisam de uma conversa própria. Se a palavra «atenção» vier acompanhada da expectativa de não conhecerem mais ninguém, falem de exclusividade. Conhecer os nomes dos papéis não esclarece essa questão. Se uma diferença de idade estiver a ser usada para presumir quem sabe melhor o que convém a ambos, regressem às preferências que cada pessoa expressou.
Percebe quando os vossos desejos não coincidem
Pode acontecer que a conversa seja clara e, ainda assim, não encontrem uma forma de contacto que agrade aos dois. Uma pessoa quer planear tudo. A outra quer participar sempre nas decisões. O problema não precisa de ser resolvido escolhendo quem está a representar melhor o papel.
Pergunta-te se a alternativa te agrada por si mesma ou apenas porque evita desiludir a pessoa. Podes querer experimentar um programa diferente e manter a possibilidade de dizer que não queres repeti-lo. Isso é diferente de aceitar uma forma de contacto que já sabes que te pesa.
A reflexão sobre interesse mútuo nos encontros ajuda a olhar para a participação de ambos, sem tomar uma designação como prova de compatibilidade. A vontade de continuar pode ser partilhada; o formato que cada um deseja também precisa de ter espaço na conversa.
Conhece melhor o Sugarfar e, quando voltares a falar com essa pessoa, escolhe a dúvida concreta que gostarias de esclarecer. Pode bastar perguntar o que imaginou ao preparar o convite. A resposta conta-te algo que o nome do papel, sozinho, não podia dizer.
Perguntas frequentes
O que distingue Sugar Daddy, Sugar Mama, Sugar Baby e Sugar Boy?
No Sugarfar, Sugar Daddy e Sugar Mama designam os papéis de quem oferece; Sugar Baby e Sugar Boy, os de quem recebe. Essas designações não descrevem toda a pessoa nem definem o que ambos querem de um encontro. Pergunta como cada um entende a generosidade, a iniciativa e o tipo de contacto que deseja.
O papel escolhido define quem toma a iniciativa?
Não deves presumir que a escolha de papel decide quem propõe um encontro ou escolhe o programa. Podes gostar de tomar a iniciativa numa ocasião e preferir uma escolha conjunta noutra. Explica essa preferência e pergunta à outra pessoa o que lhe agrada.
Uma pessoa pode ter expectativas diferentes das associadas ao papel?
Pode querer algo diferente daquilo que imaginaste a partir do nome do papel. Em vez de tratares essa diferença como uma contradição, pergunta o que a pessoa procura numa situação concreta. O que ela disser deve pesar mais na conversa do que uma expectativa que nunca chegou a expressar.
Receber um presente significa que devo alguma coisa?
No Sugarfar, receber um presente não cria uma obrigação de responder, de ir a um encontro, de ter intimidade ou de dar acesso a um álbum privado. Podes reconhecer o gesto sem aceitar uma expectativa que não queres. Se quem o enviou lhe atribuir esse significado, esclarece que o presente e a tua decisão são coisas diferentes.
Como digo que não procuro o que a outra pessoa espera?
Diz o que percebeste e o que desejas, sem discutir se a outra pessoa escolheu o papel certo. Podes usar uma frase como «Percebi que procuras esse tipo de contacto. Eu não quero o mesmo». Só proponhas uma alternativa se tiveres vontade de a manter.
Redação Sugarfar
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