Terminar o contacto com respeito, sem deixar um talvez

Para terminares um contacto com respeito, diz que não queres continuar e evita acrescentar uma oportunidade futura que não desejas oferecer. Podes reconhecer que o encontro foi agradável sem transformar esse reconhecimento num convite para outro.
Chegas a casa depois de um café em Braga. A conversa correu bem, despediram-se com cordialidade e não aconteceu nada que queiras apontar como problema. Ainda assim, não tens vontade de repetir o encontro. Quando aparece uma mensagem a sugerir outro programa, começas a escrever que tens a agenda complicada. É uma resposta fácil de enviar, mas a pessoa poderá voltar a perguntar quando tiveres disponibilidade. O que queres dizer não é que falta encontrar uma data.
Decide se queres terminar ou apenas fazer uma pausa
Antes de escolheres as palavras, esclarece a decisão que lhes vai dar sentido. Uma pausa pode corresponder a quereres deixar de combinar encontros neste momento, sem saberes o que desejarás depois. Terminar significa que não queres continuar este contacto. As duas decisões podem ser ditas com cuidado, mas não são mensagens equivalentes.
Experimenta retirar da frase a preocupação de agradar. Se a pessoa te respondesse «Sem problema, combinamos quando tiveres tempo», sentirias vontade de retomar a conversa mais tarde? Ou estarias novamente à procura de uma maneira de recusar? A segunda possibilidade ajuda a reconhecer que a dificuldade pode estar em dizer o fim, não em encontrar espaço na agenda.
Se queres uma pausa verdadeira, evita pedir que a pessoa fique à espera. Podes dizer: «Não quero continuar a combinar encontros neste momento e não te estou a pedir que esperes por mim». Isso só faz sentido se descrever a tua decisão. Não uses a formulação para manter uma possibilidade aberta por hábito, quando já sabes que não a desejas.
Se a dúvida ainda for real, a reflexão sobre um segundo encontro pode ajudar-te a perceber o que queres avaliar. Mas não precisas de marcar outro programa apenas para obteres uma razão mais concreta para recusar. A ausência de vontade também pode orientar a tua escolha.
Agradece o que foi bom sem prometer uma continuação
Reconhecer uma experiência agradável não exige fazer uma avaliação completa da pessoa. Podes ter gostado de ouvir a história de uma viagem, de conversar sobre um interesse comum ou da atenção com que te escutou. Escolhe algo verdadeiro e proporcional ao contacto que tiveram.
Depois de um único café, «Gostei de conversar contigo» pode ser suficiente. Uma sequência de elogios sobre a pessoa ser extraordinária, perfeita ou impossível de esquecer pode deixar a decisão seguinte difícil de compreender. Não porque seja proibido elogiar, mas porque estás a tentar comunicar uma despedida, e não a construir uma expectativa de maior proximidade.
Considera a diferença entre «Gostei do café e espero que possamos repetir um dia» e «Gostei do café, mas não quero marcar outro encontro». A primeira frase convida a procurar uma ocasião futura. A segunda reconhece o que houve e apresenta uma decisão. Se não desejas repetir, a segunda aproxima-se do que precisas de dizer.
Também não prometas que a pessoa encontrará alguém melhor, nem tentes decidir como deverá receber a mensagem. «Vais perceber que isto é o melhor para ti» fala por ela. Podes ser responsável pela tua escolha sem apresentar o fim como um benefício que a outra pessoa tem de reconhecer.
Se quiseres pensar na experiência de quem recebe a recusa, a leitura sobre lidar com a rejeição aborda esse lado. Aqui, o teu trabalho é comunicar a decisão sem pedir à pessoa que te tranquilize por a teres tomado.
Diz a tua decisão com palavras simples
A mensagem deve corresponder ao contacto que existiu. Uma despedida depois de poucas conversas não precisa da mesma elaboração que o fim de uma relação longa. Ao mesmo tempo, não tens de fingir que um encontro foi irrelevante só porque não queres continuar.
Se trocaram mensagens mas ainda não chegaram a combinar nada, podes dizer: «Gostei de conversar contigo, mas não quero dar continuidade a este contacto. Desejo-te o melhor». A frase não procura um defeito para justificar a tua falta de vontade. Também não inventa uma relação mais próxima do que aquela que tiveram.
Depois do café do exemplo inicial, uma possibilidade é: «Agradeço o encontro e a conversa. Não sinto vontade de marcar outro encontro e prefiro dizer-to com clareza». Não é obrigatório usar estas palavras. O essencial é que a pessoa consiga perceber a decisão sem ter de interpretar a tua agenda ou a velocidade das respostas.
Se já se encontraram noutras ocasiões e a pessoa conta com uma continuação, pode ser mais adequado reconhecer essa expectativa: «Tenho gostado de alguns momentos contigo, mas percebi que não quero continuar estes encontros. Sei que estávamos a falar de outro programa; não o vou combinar». Estás a corrigir aquilo que ficou em aberto, sem reescrever o passado como se nada tivesse sido bom.
Antes de enviares, procura expressões que contradigam a escolha: «por agora», «quem sabe» ou «numa fase diferente». Mantém-nas apenas se forem verdadeiras e necessárias. Uma mensagem cordial não precisa de terminar com uma abertura.
Não transformes uma explicação numa negociação
A pessoa pode perguntar o que aconteceu. Podes escolher dar uma explicação breve, mas não precisas de apresentar uma lista de razões que funcione como um conjunto de problemas a resolver. «Não sinto vontade de continuar» não pede uma proposta alternativa de local, roupa ou assunto de conversa.
Imagina esta resposta: «Se o café não foi bom, podemos fazer outra coisa». Se não é esse o problema, esclarece-o: «Não se trata do café. Não quero continuar a encontrar-me contigo». Acrescentar pormenores sobre o programa, só para tornar a recusa menos pessoal, pode alimentar uma procura de soluções que não correspondem ao que sentes.
Também não precisas de comparar a pessoa com outros contactos. O que decidiste não exige revelar quem mais conheces, mostrar mensagens ou explicar critérios íntimos. Mantém a informação da tua vida que não queres partilhar; o tema da privacidade e discrição ajuda a pensar nessa fronteira.
Uma explicação pode ser gentil e continuar a ter um fim. «Percebo que queiras compreender melhor, mas não tenho outra explicação que queira acrescentar» permite encerrar a troca sem inventar novos argumentos. Se a pessoa discorda da tua leitura do encontro, essa discordância não cria uma obrigação de repetir a experiência.
Se a pessoa insistir, mantém a mesma resposta
Uma reação dececionada não é necessariamente insistência. A pessoa pode dizer que tinha gostado de te conhecer ou que esperava outro encontro. Podes reconhecer isso sem alterar a decisão: «Entendo que esperasses continuar. A minha decisão mantém-se». Não tens de responder ao desapontamento com uma nova possibilidade.
A situação muda quando o pedido se repete depois de já teres dito com clareza que queres terminar. Talvez apareça «Só mais um café» ou «Deixa-me mostrar que podia ser diferente». Se não queres outro encontro, não precisas de reduzir o programa até parecer pequeno o suficiente para teres de o aceitar.
Podes repetir: «Não vou marcar outro encontro. Peço-te que não voltes a insistir». Acrescentar razões novas a cada pedido pode fazer a conversa parecer ainda aberta a negociação. Uma resposta coerente não precisa de ser mais dura para ser compreendida; precisa de manter a decisão que já comunicaste.
No Sugarfar, bloquear uma pessoa interrompe as mensagens. Podes escolher essa opção sem a apresentar como castigo ou como ameaça para obteres uma determinada reação. Não precisas de prolongar a troca para conseguires uma despedida ideal. A forma de expressar e manter limites continua a importar depois de decidires terminar.
Fecha o contacto sem inventar uma futura oportunidade
Depois de enviares uma despedida clara, verifica se as tuas ações mantêm esse sentido. Responder com novos convites vagos, sugerir programas que não queres realizar ou voltar a perguntar quando a pessoa está livre pode reabrir aquilo que acabaste de fechar.
Isso não significa que tenhas de apagar o valor de uma conversa agradável. Podes guardar uma boa memória sem a transformar numa razão para continuar a escrever. A vontade de saber se a pessoa ficou bem também pode existir, mas não exige que procures uma resposta que te faça sentir menos desconfortável com a decisão.
Se a dúvida é sobre o interesse mútuo, não uses mensagens ambíguas como teste para perceber se a pessoa ainda te procura. A tua despedida deve dizer o que decidiste para este contacto, sem criar uma experiência que o outro tenha de interpretar.
Consulta as orientações para te sentires mais à vontade. Depois, relê a frase que vais enviar como se fosses a pessoa que a recebe. Consegue perceber que não haverá outro encontro, sem ter de voltar a perguntar pela tua disponibilidade? Se sim, podes deixar a mensagem terminar ali.
Perguntas frequentes
Como digo que não quero voltar a encontrar-me com a pessoa?
Podes reconhecer o encontro e dizer diretamente que não queres repetir. Por exemplo: «Gostei de conversar contigo, mas não quero marcar outro encontro». Evita atribuir a decisão à falta de tempo se continuarias a não querer mesmo com a agenda livre.
Devo explicar tudo o que não senti?
Não precisas de enumerar tudo o que faltou nem de avaliar a pessoa. Uma explicação breve pode ser suficiente, se a quiseres dar. Não transformes a recusa numa lista de condições que a outra pessoa possa tentar cumprir para obter outro encontro.
É melhor dizer que estou sem tempo para não magoar?
Só digas isso se for a razão verdadeira e se descrever aquilo que queres comunicar. Se já decidiste terminar, falar apenas de tempo pode deixar a pessoa à espera de outra data. Uma recusa clara pode continuar a ser cordial.
Como respondo se a pessoa pedir outra oportunidade?
Podes reconhecer o pedido e manter a decisão: «Entendo que queiras tentar, mas não vou marcar outro encontro». Não precisas de acrescentar razões novas a cada insistência. Também não tens de aceitar um programa mais curto para suavizar o não.
O bloqueio impede a continuação das mensagens?
No Sugarfar, bloquear uma pessoa interrompe as mensagens. Essa escolha não precisa de ser apresentada como castigo nem usada como ameaça. Podes terminar a troca sem esperar que a outra pessoa concorde com a tua decisão.
Redação Sugarfar
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